01 maio, 2012

VALE A PENA LER: "LAÇOS DE FAMÍLIA" - CLARICE LISPECTOR

Capa mais recente do livro





Antes de falar sobre o livro, queria só fazer um pequeno comentário sobre as penitências climáticas que S. Pedro anda nos impondo: PQP, hein?! Esse frio está muito chato! Acaba com o último feriado prolongado do ano que a gente tem e ainda me obriga a usar capuz?! Só de birra, estou usando bermuda. Do contra, eu? Magina! ahahahah

Está bem, o frio tem lá suas vantagens. A gente dorme mais (tô dormindo 12 horas por dias porque também sou filho de Deus) e o sono fica mais gostoso, a gente come dose extra de doces e... a gente adianta a nossa pilha de livros, nénão? Pois é, eu adiantei a minha e vim aqui fofocar pra vocês o que eu andei lendo.

Bem... semana passada eu peguei um livro lá na biblioteca onde eu trabalho. Estava eu encarando a prateleira de Literatura Brasileira, quando achei o Laços de Família, um livro que há tempos queria ler. E, em se tratando de Clarice Lispector, tive que passá-lo na frente dos demais, é claro. E não me arrependi. Essa também é outra que morreu injustamente. Poxa, vida. Ou eu nasci em época errada, ou a minha tese de que, quanto mais bom se é, mas cedo se morre, realmente, procede.

Enfim, vamos ao livro. Laços de Família é uma antologia de 13 contos da Clarice que foram escritos entre as décadas de 50 e 60, que são a respeito do cotidiano de personagens simples, por vezes, toscas, mas que ganham graça nas mãos de Clarice. E minha admiração por ela cresceu tanto após ler esse livro, que passei a considerá-la como a melhor escritora brasileira que já li. Também pudera, né? Clarice foi importada! Não é produto nosso! Talvez por isso que seja tão acima da média.

Acho que essa identificação que tenho com ela e seus escritos, é porque seus livros são de cunho psicológico, possuem muitas metáforas que são multi-interpretativas. As características físicas, quando não omitidas, não são importantes, dando destaque somente às particularidades emocionais dos indivíduos e do que os envolve, enfatizando somente, aquilo que realmente importa, e, o que aprece ser inútil, acaba escondendo uma metáfora, uma incógnita. E sua peculiaridade tão incrível de moldar as personagens e de explorar os universos delas, me fazem rotular Clarice como uma mulher que consegue encontrar profundidade em uma poça d'água.



Muitos também conseguem achar profundidade numa poça d'água, mas ela é a única que não só acha, como também, MERGULHA nela. E ainda sai dela encharcada.E, eu, curioso que sou, me autoconvidei pra dar um mergulho na poça de sentimentos e pequenos dramas cotidianos que ela nos deixou como herança. Os sentimentos que tive foram tão singulares que os finais com ar de inacabados não tinham importância alguma para a minha leitura e absorção das histórias.

Os três contos que mais me arrebataram foram: Feliz Aniversário, A menor mulher do mundo e Búfalo, sendo que o segundo o meu favorito. Eu ri e chorei enquanto o li, vocês têm noção disso? rs Pode parecer bobo, mas, eu achei-o fantástico! E em sua última linha, ainda encontrei resposta para uma das minhas perguntas que estavam me devorando. Acho que, se o livro não interessar a todos, pelo menos este conto em especial, deve ser lido por todos antes de morrerem rs Bem, se eu colasse o conto aqui, a postagem ficaria quilométrica. Então, quem se interessar, clique aqui para ler o conto na íntegra.



2 comentários:

  1. Interessante o seu resumo sobre ela, vou procurar saber mais sobre o livro...Parabens!

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  2. Muitas ocasiões encontro frases de Clarice Lispector que muito aprecio.
    Obrigado por esta partilha.
    Um abraço

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